A Europa dominou quase o mundo inteiro nos vários séculos desde que começou a viajar para outros continentes. Nesse assunto, normalmente nos lembramos do continente africano, que foi completamente tomado e explorado pelos europeus no Imperialismo do fim do século 19. Ok, mas não foi bem assim.
A África não foi totalmente dominada: dois países, Etiópia e Libéria, escaparam da colonização.
A Etiópia é um ótimo modelo de resistência ao colonialismo internacional.Esse estudo parte da Etiópia no imaginário afro-brasileiro pós-emancipação através da análise da imprensa negra e de alguns pensadores negros. Busca-se entender como circulavam idéias de afirmação de identidade étnica que chegaram ao Brasil vindas dos Estados Unidos, Caribe, Europa e África, ou seja, como dialogavam diferentes descendentes de africanos espalhados em vários pontos do Atlântico negro que viveram conjuntamente, embora de formas diferenciadas, a experiência da escravidão, da diáspora e do racismo.
O contexto internacional que viu emergir o Pan-Africanismo, o Négritude e a descolonização da África e do Caribe, entrecruza, dialoga e se relaciona com negros em movimento no Brasil, influenciando a construção étnica afro-brasileira em deslocamentos que são de idas e vindas. Mesmo reconhecendo as diversidades e fragmentações presentes na realidade afro-diaspórica entende-se ser possível encontrar laços de solidariedade e trocas transnacionais.
A África não foi totalmente dominada: dois países, Etiópia e Libéria, escaparam da colonização.
A Etiópia é um ótimo modelo de resistência ao colonialismo internacional.Esse estudo parte da Etiópia no imaginário afro-brasileiro pós-emancipação através da análise da imprensa negra e de alguns pensadores negros. Busca-se entender como circulavam idéias de afirmação de identidade étnica que chegaram ao Brasil vindas dos Estados Unidos, Caribe, Europa e África, ou seja, como dialogavam diferentes descendentes de africanos espalhados em vários pontos do Atlântico negro que viveram conjuntamente, embora de formas diferenciadas, a experiência da escravidão, da diáspora e do racismo.
O contexto internacional que viu emergir o Pan-Africanismo, o Négritude e a descolonização da África e do Caribe, entrecruza, dialoga e se relaciona com negros em movimento no Brasil, influenciando a construção étnica afro-brasileira em deslocamentos que são de idas e vindas. Mesmo reconhecendo as diversidades e fragmentações presentes na realidade afro-diaspórica entende-se ser possível encontrar laços de solidariedade e trocas transnacionais.



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