O presente artigo discute a contribuição dos filósofos americanos William James, Charles Sanders Peirce e John Dewey acerca da constituição de uma filosofia da ação: o pragmatismo.
-O estudo apresenta a cena filosófica de surgimento do pragmatismo, um estudo do conceito de pragmatismo e realiza uma caracterização dos chamados pragmatistas clássicos, especialmente, o debate que eles promovem com as vertentes racionalistas e idealistas.
-A finalidade é a apresentação do pragmatismo como alternativa às querelas filosóficas intermináveis que não contribuem para a efetiva ação do pensamento sobre o mundo. Deste modo, aponta-se uma alternativa para pensar uma educação de base pragmatista.
Quem já teve aquela sensação de, ao ler um livro de filosofia ou ouvir um político discursando, se perguntar: "mas o que isso quer dizer?" Por que as crianças aprendem menos com sermões do que imitando as ações dos pais? E por que é tão importante revermos nossas crenças a respeito do que acreditamos ser verdade? Se tudo o que nos interessa é o que afeta nossas vidas, é neste tribunal do cotidiano que o método pragmatista vai julgar e depurar a filosofia.
-O pragmatismo, desenvolvido no século 19 por um grupo de filósofos norte-americanos em Cambridge, Massachusetts, é uma corrente da filosofia muito estudada até hoje em diversos países, incluindo o Brasil. Opondo-se a René Descartes (1596-1650), que concebia o homem como dotado de ideias claras e distintas, para Peirce não temos nenhuma segurança de que nossas representações da realidade estão corretas.
O máximo que podemos dizer é que funcionam e que, a longo prazo, nos aproximamos mais da verdade, na medida em que confrontamos a teoria com o objeto.
Isto quer dizer que uma afirmação que não tenha qualquer relação com a experiência é desprovida de sentido. Por conta disso, o pragmatismo presta contas ao filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), que dizia (na "Crítica da Razão Pura") que, se por um lado toda experiência sem a forma do conceito é cega, o conceito sem o conteúdo da experiência é vazio.
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Pesquisa: Magno Moreira
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